Bem vindo ao escritório Flávo Bosi - Sociedade Individual de Advocacia

abril 19, 2019

Chegamos na sexta feira pessoal, e ainda estou animado para o post de hoje, trataremos de um tema um pouco mais específico em relação ao consórcio, então vamos lá:

O ramo do direito abordado será o Cível, e o tema como dito acima será o Contrato de consórcio, quando há segurado prestamista e ocorre o falecimento do mesmo, ocorrerá a liberação imediata da carta de crédito à beneficiária.

A beneficiária do consorciado falecido tem direito à liberação imediata da carta de crédito, em razão da quitação do saldo devedor pelo seguro prestamista contratado, independentemente da efetiva contemplação ou do encerramento do grupo.

O contrato de consórcio é instrumento que, firmado pelo consorciado e pela administradora, cria vínculo jurídico obrigacional entre as partes e pelo qual o consorciado formaliza o seu ingresso em grupo de consórcio, estando nele expressas as condições da operação. Em certas hipóteses, há a previsão adicional de contratação de seguro com cobertura para o evento morte, denominado seguro prestamista, como garantia à própria família do consorciado segurado.

É certo que a Lei n. 11.795/2008, embora disponha sobre o sistema de consórcio, não trouxe previsão específica acerca da situação de falecimento do consorciado que aderiu ao pacto prestamista, tampouco da possibilidade de o(s) beneficiário(s) fazer(em) jus ao recebimento da carta de crédito quando da ocorrência de fatídico evento. Vale frisar que a referida lei delegou ao Banco Central do Brasil órgão regulador e fiscalizador das operações do segmento a competência para disciplinar normas suplementares.

Ocorre que, quanto a tal situação específica, tampouco houve qualquer normatização por parte do BACEN. Para solucionar a celeuma, indispensável, portanto, que se averigue a dimensão social do consórcio à luz da cláusula geral da função social do contrato, conciliando-se o bem comum pretendido qual seja, a aquisição de bens ou serviços por todos os consorciados e a dignidade de cada integrante do núcleo de obrigações financeiras (perante o grupo consorcial) absorvidas pela própria seguradora, quando do adimplemento do saldo devedor remanescente.

Com efeito, e amparando-se na própria função social do contrato, se existe previsão contratual de seguro prestamista vinculado ao contrato de consórcio, não há lógica em se exigir que o beneficiário aguarde a contemplação do consorciado falecido ou o encerramento do grupo para o recebimento da carta de crédito, uma vez que houve a liquidação antecipada da dívida (saldo devedor) pela seguradora, não importando em qualquer desequilíbrio econômico-financeiro ao grupo consorcial. Ressalte-se que estaria configurado o próprio enriquecimento sem causa a disponibilização de todo o valor da cota do falecido ao grupo consorcial, sem a devida contraprestação por parte deste.

RESPONSABILIDADE CIVIL – CONDUTOR EMBRIAGADO – PRESUNÇÃO DE CULPA
DIREITO DO CONSUMIDOR-ESPETÁCULOS CULTURAIS-AQUISIÇÃO DE INGRESSO PELA INTERNET-COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA-VENDA CASADA INDIRETA-PRÁTICA ABUSIVA-CONFIGURAÇÃO

Comentários(2)

  1. Reply
    comment Elena Mello says

    Boa tarde!
    Gostaria de saber se em caso de consórcio imobiliário sem seguro prestamista, devem entrar em inventário as parcelas que foram pagas até o falecimento do titular? Ainda que os herdeiros pretendam continuar pagando as parcelas?

    • Reply
      comment Flávio Bosi says

      Olá boa tarde, nesse caso deverá ser observado o que consta no contrato do consórcio.

Postar um comentário